quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012



JOSÉ ROBERTO DEL VALLE COM O SR. VÍTOR ABÍLIO DIOGO (VÍTOR MAMANGAVA)

Sr. Vítor Abílio Diogo era uma pessoa folclórica em Muzambinho/MG, tocava cavaquinho e cantava nas folias de reis, e fazia previsões e mandingas. Pedro Bernardes da Silva, o Pedrão, colocou apelido no Sr. Vítor de "Vítor Mamangava", pela sua voz grave e forte. Na foto acima, o Sr. Vítor recebia uma casa na Vila Socialista, construída pelo ex-Deputado Marco Regis. Faz parte da história desta cidade!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Leonardo Boff sobre assassinato de bin Laden: Fez-se vingança, não justiça

O conceito de 'justiça' estadunidense é bastante peculiar
Alguém precisa ser inimigo de si mesmo e contrário aos valores humanitários mínimos se aprovasse o nefasto crime do terrorismo da Al Qaeda do 11 de novembro de 2001 em Nova Iorque. Mas é por todos os títulos inaceitável que um Estado, militarmente o mais poderoso do mundo, para responder ao terrorismo se tenha transformado ele mesmo num Estado terrorista. Foi o que fez Bush, limitando a democracia e suspendendo a vigência incondicional de alguns direitos, que eram apanágio do pais. Fez mais, conduziu duas guerras, contra o Afeganistão e contra o Irã, onde devastou uma das culturas mais antigas da humanidade nas qual foram mortos mais de cem mil pessoas e mais de um milhão de deslocados.

Cabe renovar a pergunta que quase a ninguém interessa colocar: por que se produziram tais atos terroristas? O bispo Robert Bowman de Melbourne Beach da Flórida que fora anteriormente piloto de caças militares durante a guerra do Vietnã respondeu, claramente, no National Catholic Reporter, numa carta aberta ao Presidente:”Somos alvo de terroristas porque, em boa parte no mundo, nosso Governo defende a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvos de terroristas porque nos odeiam. E nos odeiam porque nosso Governo faz coisas odiosas”.

Não disse outra coisa Richard Clarke, responsável contra o terrorismo da Casa Branca numa entrevista a Jorge Pontual emitida pela Globonews de 28/02/2010 e repetida no dia 03/05/2011. Havia advertido à CIA e ao Presidente Bush que um ataque da Al Qaeda era iminente em Nova York. Não lhe deram ouvidos. Logo em seguida ocorreu, o que o encheu de raiva.

Essa raiva aumentou contra o Governo quando viu que com mentiras e falsidades Bush, por pura vontade imperial de manter a hegemonia mundial, decretou uma guerra contra o Iraque que não tinha conexão nenhuma com o 11 de setembro. A raiva chegou a um ponto que por saúde e decência se demitiu do cargo.

Mais contundente foi Chalmers Johnson, um dos principais analistas da CIA também numa entrevista ao mesmo jornalista no dia 2 de maio do corrente ano na Globonews. Conheceu por dentro os malefícios que as mais de 800 bases militares norte-americanas produzem, espalhadas pelo mundo todo, pois evocam raiva e revolta nas populações, caldo para o terrorismo. Cita o livro de Eduardo Galeano, “As veias abertas da América Latina”, para ilustrar as barbaridades que os órgãos de Inteligência norte-americanos por aqui fizeram. Denuncia o caráter imperial dos Governos, fundado no uso da inteligiência que recomenda golpes de Estado, organiza assassinato de líderes e ensina a torturar. Em protesto, se demitiu e foi ser professor de história na Universidade da Califórnia. Escreveu três tomos “Blowback” (retaliação) onde previa, por poucos meses de antecedência, as retaliações contra a prepotência norte-americana no mundo. Foi tido como o profeta de 11 de setembro. Este é o pano de fundo para entendermos a atual situação que culminou com a execução criminosa de Osama bin Laden.

Os órgãos de inteligência norte-americanos são uns fracassados. Por dez anos vasculharam o mundo para caçar Bin Laden. Nada conseguiram. Só usando um método imoral, a tortura de um mensageiro de Bin Laden, conseguiram chegar ao su esconderijo. Portanto, não tiveram mérito próprio nenhum.
Tudo nessa caçada está sob o signo da imoralidade, da vergonha e do crime. Primeiramente, o Presidente Barak Obama, como se fosse um “deus” determinou a execução/matança de bin Laden. Isso vai contra o princípio ético universal de “não matar” e dos acordos internacionais que prescrevem a prisão, o julgamento e a punição do acusado. Assim se fez com Hussein do Iraque,com os criminosos nazistas em Nürenberg, com Eichmann em Israel e com outros acusados. Com bin Laden se preferiu a execução intencionada, crime pelo qual Barak Obama deverá um dia responder. Depois se invadiu território do Paquistão, sem qualquer aviso prévio da operação. Em seguida, se sequestrou o cadáver e o lançaram ao mar, crime contra a piedade familiar, direito que cada família tem de enterrar seus mortos, criminosos ou não, pois por piores que sejam, nunca deixam de ser humanos.

Não se fez justiça. Praticou-se a vingança, sempre condenável. ”Minha é a vingança” diz o Deus das escrituras das três religiões abraâmicas. Agora estaremos sob o poder de um Imperador sobre quem pesa a acusação de assassinato. E a necrofilia das multidões nos diminui e nos envergonha a todos.

Leonardo Boff sobre assassinato de bin Laden: Fez-se vingança, não justiça - Pragmatismo Político

Leonardo Boff sobre assassinato de bin Laden: Fez-se vingança, não justiça - Pragmatismo Político

domingo, 8 de maio de 2011

DA CAMPANHA PELA CASA BRANCA À MORTE DE BIN LADEN OBAMA VAI DA ESPERANÇA À DECEPÇÃO

Da campanha pela Casa Branca à morte de Bin Laden, geração Obama vai da esperança à decepção

Publicada em 07/05/2011 às 21h14m

Fernando Eichenberg - Correspondente

WASHINGTON - Apesar do recente aumento da popularidade do presidente embalado pela morte de Osama bin Laden, a Obamania que se alastrou pelos Estados Unidos - e boa parte do mundo - em 2008, perdeu muito de seu fôlego. Alçado à Casa Branca sob inflamados ecos de hope (esperança), change (mudança) e "yes, we can" (sim, nós podemos), Barack Obama frustrou uma parcela dos 69,4 milhões de americanos que o elegeram. Em 28 meses no comando da nação, o candidato super-homem desceu dos céus para aterrissar no arenoso terreno da realpolitik e se tornar um presidente de carne e osso. Ao assumir o posto, Obama havia se comprometido com uma nova forma de fazer política, uma ruptura com a doutrina de guerra contra o terror do governo George W. Bush, com o fechamento da prisão de Guantánamo e com o fim dos custosos conflitos - em vidas e recursos - no Iraque e no Afeganistão. Hoje, o polêmico centro de detenção para suspeitos de terrorismo na base americana em Cuba continua em atividade, e a luta contra terroristas da al-Qaeda, no Iraque, e o grupo fundamentalista islâmico Talibã, no Afeganistão, não tem prazo definido para acabar, sem falar no envolvimento em um nova guerra, na Líbia.



Por outro lado, no domingo passado o presidente cumpriu com a promessa de Bush após os atentados de 11 de setembro de 2001: capturar Osama bin Laden vivo ou morto. No entanto, a controversa morte do líder da al-Qaeda - em uma missão secreta de forças americanas num país estrangeiro e com a vítima desarmada - despertou desconfianças sobre os princípios, a legalidade e as reais intenções da operação. Dos vibrantes comícios e promessas de campanha, o incensado candidato Obama passou a ser, na Casa Branca, um presidente questionado por seu próprio campo. E, embora seu índice de aprovação tenha subido de 46% para 57%, segundo a pesquisa CBS News/"New York Times" divulgada na sexta-feira, a base que o elegeu se diz decepcionada.

Prazo para retirada do Afeganistão pode mudar

Cheryl Johnson testemunhou o início do aprendizado de liderança política de Obama, há 25 anos, na direção da associação Projeto para o Desenvolvimento das Comunidades, no conjunto habitacional Altgeld Gardens, 30 quilômetros ao sul de Chicago, em Illinois. Sua mãe, Hazel, que trabalhou com Obama, criou uma ONG comunitária no local, hoje sob seu comando.

- Eu preferia ver Bin Laden em pé num tribunal, julgado pelas três mil pessoas que matou no 11 de Setembro. Matá-lo não resolve o problema. Não se sabe o que há por trás dessa história. Podemos ser tão culpados quanto ele se abusamos da autoridade e ameaçamos a vida de outras pessoas - diz Cheryl.

A militante comunitária aderiu à onda de otimismo lançada no país pela histórica vitória do primeiro presidente negro americano. Mas seu entusiasmo durou pouco. Ela gostaria de ver Obama menos envolvido em guerras além-mar e mais concentrado nos problemas domésticos:

- Aqui há pessoas negras e pobres, em moradias públicas. Elas votaram em Obama porque pensavam que veriam uma mudança real. Mas vejo as corporações ganhando dinheiro em Wall Street e, todos os dias, famílias sendo expulsas de suas casas. Vejo desesperança, e não mudança.

Amy Margolies, 29 anos, formada em relações internacionais e integrante de uma organização de políticas públicas, vai renovar seu voto em Obama, mas não com o mesmo espírito.

- Meu pai trabalhou na campanha passada distribuindo panfletos. Eu chorei quando Obama ganhou, foi algo muito emocionante. Mas, agora, não há tanta esperança e energia na base política. As pessoas estão cansadas, e querem ver algo bom fora a morte de um terrorista.

Amy elogia a aprovação da reforma da saúde, mas se diz "decepcionada" com o atraso na implementação de uma nova lei de imigração e com a política militar do governo.

- Ele não se apresentou como um presidente tão bélico. Achamos que seria diferente. Muita gente que antes o apoiava agora tem receio sobre o que será feito dessas guerras. Seria o momento ideal de dizer: "Pegamos Bin Laden, agora vamos pensar em como sair o mais rápido do Afeganistão." Mas parece que nada vai mudar.

Em abril de 2009, Obama anunciou o envio de mais 30 mil soldados para o Afeganistão. O processo de retirada das tropas está agendado para começar em julho, mas o recrudescimento dos conflitos poderá alterar o calendário.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/05/07/da-campanha-pela-casa-branca-morte-de-bin-laden-geracao-obama-vai-da-esperanca-decepcao-924410474.asp#ixzz1LmBalq3U

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010


PROFESSOR RÔMULO, EX-REITOR DO IF/SUL DE MINAS RECEBEU HOMENAGEM NA XXXIV REDITEC

O ex-Reitor do IFSULDEMINAS, Prof. Rômulo Eduardo Bernardes da Silva, foi homenageado na XXXIV Reditec (Reunião de Dirigentes das Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica) em reconhecimento aos serviços prestados à Educação Profissional, Científica e Tecnológica do Brasil, que apresentou um histórico crescimento e fortalecimento durante o governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.